sábado, 1 de outubro de 2011

Em primeiro lugar, eu não deveria estar escrevendo aqui, porque são nove horas da manhã e eu estou caindo de sono. Mas isso é por causa do remédio de alergia, que me deixa babando/cochilando pelos cantos. Mas enfim, vamos ao que interessa.
Ontem eu fui tirar meus documentos, sim, agora vou ser gente perante à lei. Minha mãe me levantou às sete da manhã, dizendo que se chegássemos tarde lá no troço onde fazem os documentos, eu não ia conseguir tirar nada, porque o lugar sempre tá cheio e etc etc. Depois de ouvir muitos gritos, eu levantei, tomei banho e saímos de casa. Eu, Dona Sandra e Emanuel, vulgo Canta Emanuel. 
Pra minha surpresa ou nem tanto, porque eu meio que já esperava por isso, o lugar estava V A Z I O. Eu acordei às sete da manhã, achando que ia passar o dia inteiro num lugar cheio de gente fedida, e quando eu chego lá, só tinha umas duas pessoas na minha frente. Mas que vida boa. Depois de xingar muito no twitter, eu fui agilizar a papelada pra tirar minha identidade. Um moço muito simpático com uma camisa verde e marcas de suor nas axilas, veio me atender. Pediu que eu escrevesse meu nome duas vezes num trocinho lá, onde eu não poderia encostar nas linhas em volta do troço. Acho que minha mãe esqueceu de contar pra ele que eu tenho down. Mas enfim, assinei meu nome, com letra de máquina, foda-se a justiça, sou rebelde, e voltei a sentar-me no banco e esperar. Depois de uns 15 minutos, o mesmo homem voltou a me chamar, e me levou pra um cantinho. De cara eu achei que ele fosse me fazer uma proposta indecente, e já estava preparada pra dizer que não aceitava por menos de 400 mangos. Mas daí, ele só queria sujar meus dedos com uma espécie de graxa, e fazer com que eu colocasse minhas impressões digitais numa folha. Primeiro tive que "carimbar" todos os dez dedos, cada um no seu quadrado certinho. Dois os dois polegares e por fim os outros dedos que eu não sei o nome. Mentira, eu sei mas não é necessário colocar aqui. 
Depois de ficar mais ou menos 10 MINUTOS tentando tirar aquele troço preto da mão, o homem me disse que eu poderia voltar ali em torno de trinta dias que minha identidade já estaria pronta. Dei graças a Deus e achei que já poderia ir pra casa, mas daí vem Dona Sandra dizendo "Agora vamos tirar o CPF".
Caminhamos até o Correio, porque é lá que fazemos esse troço de CPF. E tava um calor desgraçado ontem, e eu passando mal, toda vermelha, me coçando, porque todos sabem que tenho alergia ao bendito sol, mas whatever. Chegamos no Correio, e eu logo fui procurar um lugarzinho pra me sentar. Enquanto isso minha mãe ficou conversando com um cara, e ele fazendo de tudo para convencê-la de que era melhor deixar pra fazer meu CPF depois, porque quando eu fizesse dezessete anos eles iriam anular tudo e mandar fazer outro e etc etc. Daí só nisso, acho que minha mãe faz algum outro documento lá pro meu irmão, ficamos quase uma hora no Correio. Daí eu ja estava só na larika dos muleke, porque não tinha tomado café da manhã e já estava azul de fome. Ai Dona Sandra disse que era hora do papa das criança.
Ela nos levou até a Martone. Que é o nome de uma "lanchonete" que tem aqui na minha cidade. Sepa a mais conhecida. Daí eu enchi a cara, comi feito gorda, porque eu tô aqui pra isso mesmo. Depois de comer, era hora de ir tirar o Titulo de Eleitor. Daí fomos até o TRE, e quando eu cheguei lá ------------------------------------ O CARA QUE ME ATENDEU TAVA COM UMA CAMISA ESCRITO "FLORENCE AND THE MACHINE" 
Ai depois que eu tive um ataque de histeria, fui conversar com o cara, bater um papo, perguntar se ele tinha namorada e afins. Ele me disse que conheceu a banda numa de suas viagens pra Europa (hmm, então já sabemos que ele tem uma pequena fortuna, mas ainda é difícil acreditar que alguém de Itaguaí tem condições de ir pra Europa), e que depois disso virou fã e etc etc. Pra minha inveja, ela já foi num show e me mostrou algumas fotos no seu celular super-hiper-mega-power foda que nunca acharemos no Brasil. Trocamos telefone óbvio, e ele fez meu título, desejando-me boa sorte na minha vida como adulta. Eu não entendi muito bem o que ele quis dizer, mas agradeci e fui embora. 
Depois disso, minha mãe resolveu ir no banco e eu pedi pra ficar no calçadão da cidade, olhando as modas, como diria meu avô. Nisso, estou eu em frente à uma livraria/revistaria e começa a tocar Engenheiros do Hawaii. Fiquei maluca, sim ou claro? Eu só me lembro de começar a cantar (ALTO), e da cara das pessoas ao passarem por mim, provavelmente se perguntando se eu tinha algum tipo de problema mental. Acabei entrando na tal revistaria e fazendo amizade com o atendente, que era um cara muito bacana e feio.