quarta-feira, 22 de junho de 2011

Época de pipa

Começaremos a postagem de hoje com uma oração à Jesus... Amém!
Não sei se onde vocês moram tem isso, mas aqui, sempre tem a tal da "época de pipa". Aqueles dois/três meses que a única coisas que os guris sabem fazer, é ir pra rua com uma lata de linha chilena e uma pipa de 30 centavos comprada num boteco qualquer. Às vezes a linha nem é chilena, mas vale mentir pra tirar uma moral com os amigos. Pois bem, aqui onde moro já é a tal época da pipa. Tu coloca os pés na rua e a única coisa que vai ver, é um bando de guri sem camisa, suados, fedendo e correndo atrás de um punhado de papel e varetas de madeira. 






Po, se fosse só isso, tudo bem. MAS NÃO É SÓ ISSO! Ainda tem a comunicação incrivelmente criativa que esses meninos inventaram. As únicas coisas que tu ouve é "ARRASTA!", "TÁ NA MÃO!", "APARA!", entre outros. Eu não sei todos. Mentira, eu sei sim, mas tô com preguiça de escrever aqui.
Ah, e outra, quando eu era pequena não que eu seja grande agora, o meu sonho era aprender a soltar pipa. Mas eu sempre deixava o troço "avoar", como os guris chamam quando tu perde a linha, ou a tua linha arrebenta, seja lá o que acontece. Muito dinheiro já foi jogado fora comprando papel de seda, varetas, linha chinela e cerol com pó de vidro. Porque eu era moleque piranha, esperta, metia cerol na linha. Se eu "avoasse", ia levar neguinho comigo. 

sábado, 11 de junho de 2011

O ônibus, o funkeiro e o celular

Bem, nem sei como começar esse post dado tamanho ódio que estou sentindo.
Estou eu indo para Campo Grande, indo pagar o curso depois de alguns anos devendo. Até ai okay. Peguei um ônibus e pá.




                                               O ônibus que eu pego é mais ou menos assim.




 O ruim do ônibus é que tu nunca tem muitas opções de lugares para se sentar: Ou tu se senta ao lado de um senhorzinho, ou uma senhora, que vão querer conversar contigo durante toda a viagem. Vão perguntar sobre a tua vida, sobre o colégio, a família, os namorados(as), etc, etc. Também tem aquela pessoa que está dormindo, ou quase dormindo, e tu vai correr o risco de que a pessoa caia por cima de ti e comece a babar no teu ombro. Tem a pessoa suada, que tu já sabe como é, vai sentar no banco do inferno. E o melhor de todos. Os funkeiros. A pior raça que existe na face da Terra. Acho que Deus quando foi criar as raças, pensou assim "Vou zoar com esses filhos das putas, vou fazer uns funkeiros pra acabar com a paz". E como todos sabemos, os funkeiros sempre tem aqueles celulares comprados na Uruguaiana, que custa 150 reais, mas tem tudo. TV, rádio, MP3, câmera, filmadora, morfador, ominitrix, megazorde, mas nunca, NUNCA, tem uma porra de um fone de ouvido. Mas voltando ao assunto principal, eu acabei me sentando ao lado de um lindíssimo funkeiro. Ele logo olhou pra mim com um sorriso de "sou foda" e começou a puxar assunto. "Tá frio, né?" Olhei pra ele com a menor vontade possível e respondi. "É o que parece. Eu não estaria usando esse casaco ridículo atoa". Acho que depois ele percebeu que eu não estava muito afim de conversar e ficou na dele. Mas não sei o que ouve, acho que a voz do capeta soou no ouvido dele, e ele pegou o celular do bolso e começou a ouvir funk. Ah, e sem o fone de ouvido, óbvio. Acho que ele queria me impressionar. Só que Deus é mais. Peguei o meu celular e coloquei um Slipknot SUAVE pra tocar. Sem o fone também, é claro. Não deu cinco minutos e o carinha saiu do meu lado.
É nessas horas que eu agradeço à essas bandas de rock esquisitas por existirem.